"Roubei" esta imagem dum outro blogue. Gosto disto. Fica aqui a informação de que ás vezes não sou - Ninguém é perfeito ;). Serve de reflexão e aprefeiçoamento.
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quinta-feira, 4 de agosto de 2011
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Sobre a Vida, a Morte, a Partilha e a Esperança
Primeira semana de trabalho concluída. Estou de rastos, mas estou a gostar muito do trabalho que estou a fazer, e grande parte deste facto está relacionado com as pessoas que me rodeiam no escritório. A forma como as pessoas que nos rodeiam se relacionam e nos tratam é fulcral no nosso bem estar. Hoje saí sozinha para almoçar. Fui ao mesmo sitio todos os dias da semana. Como fui almoçar mais tarde, quando lá cheguei, tive de ficar à espera de mesa e, enquanto esperava, chegou uma senhora de 80 e muitos anos que se movia com dificuldade com a filha de 40 tal anos para almoçar que esperavam mesa depois de mim. Quando o senhor me arranjou uma mesa, disse a estas senhoras que se quisessem se podiam sentar comigo. Enquanto eu almoçava uma sopa de peixe (que já não consegui comer o prato principal tal era a sua robustez), ia conversando com elas temas triviais. Hei-se-não-quando peço ao empregado para pagar e a senhora mais nova se oferece para me pagar o almoço pela minha simpatia e disponibilidade (não deixei claro está) e disse-lhe que aquele almoço tinha sido um prazer. Deixou-me a pensar no individualismo em que vivemos todos os dias... é triste. Gosto de não ser assim e de ter a capacidade de pensar no outro.
ATENÇÃO - Vem um texto grande, se não tiver paciência, basta ler a frase no final deste post que resume o que quero transmitir.
Como muitos sabem, desde Janeiro que vou ao hospital ver o pai do R. Nestes 3 meses, passaram na minha vida algumas famílias (familiares do senhor da cama do lado) e todos os seus receios, lágrimas, e aflições. Começou um senhor do qual não me lembro do nome que tinha uma doença raríssima que lhe dava dores alucinantes. Era casado e tinha 2 filhas. Toda a família era "alternativa" - tinham cerejas e cupcakes tatuados e piercings. Muitas foram as vezes que vi as lágrimas a escorrer pela cara. O 2º companheiro de quarto era o Zé que tinha tuberculose óssea e que apesar de eu lá ir diariamente, nunca lhe vi nenhuma visita, mas os sumos, águas e bolachas apareciam em cima da sua mesa de cabeceira, pelo que deduzo que lá iria alguém. Um rapaz altíssimo e que depois de ter tido alta, voltou ao hospital para fazer uma visita ao pai do R. O 3º rapaz companheiro de quarto era um miúdo angolano de 16 anos chamado Silvestre que desde pequeno tinha infecções respiratórias e que queria ser arquitecto. Enquanto estava internado, pedia à mãe que com muitas dificuldades monetárias se deslocava ao hospital, para lhe levar os livros para que pudesse ir estudando. O 4º - Sr. Fernando - de 80 e muitos anos, estava internado porque lhe descobriram que tinha um pulmão muito pequeno e tinha desenvolvido uma infecção respiratória grave. A mulher ia lá vê-lo todos os dias e levava-lhe um iogurte de colher fresco que era praticamente o que ele comia o dia todo. A mulher tinha prai 1,50 metros e era gordinha. Passava a visita inteira a falar da família que tinha morrido, explicando ao mínimo pormenor a doença, o sofrimento, e o ultimo suspiro. Depois, veio o Sr. António. O Sr António, tinha a filha e a neta todos os dias à tarde ao pé dele. O cérebro dele começou a falhar, e já não reagia. A filha (de 50 e muitos anos) cada vez que me via, aproximava-se com uma necessidade intensa e desesperada de puder falar comigo. Ontem, depois de na ultima semana o pai se ter degradado de forma drástica, eu saí do quarto e ela veio atrás de mim. Quis falar da angustia que sentia em perder o pai, das ultimas palavras que o pai disse antes do cérebro se apagar mas o coração continuar a bater, quis ligar-se a mim. Hoje de manhã tive a triste noticia de que morreu. É triste, mas sabem que mais? Cruzam-se pessoas incríveis nas nossas vidas, quer seja pela sua simplicidade ou pelas pequenas grandes lições de vida que nos dão e cada vez mais penso que A Vida, a Morte, a Partilha e a Esperança, são os principais pilares da nossa essência...
ATENÇÃO - Vem um texto grande, se não tiver paciência, basta ler a frase no final deste post que resume o que quero transmitir.
Como muitos sabem, desde Janeiro que vou ao hospital ver o pai do R. Nestes 3 meses, passaram na minha vida algumas famílias (familiares do senhor da cama do lado) e todos os seus receios, lágrimas, e aflições. Começou um senhor do qual não me lembro do nome que tinha uma doença raríssima que lhe dava dores alucinantes. Era casado e tinha 2 filhas. Toda a família era "alternativa" - tinham cerejas e cupcakes tatuados e piercings. Muitas foram as vezes que vi as lágrimas a escorrer pela cara. O 2º companheiro de quarto era o Zé que tinha tuberculose óssea e que apesar de eu lá ir diariamente, nunca lhe vi nenhuma visita, mas os sumos, águas e bolachas apareciam em cima da sua mesa de cabeceira, pelo que deduzo que lá iria alguém. Um rapaz altíssimo e que depois de ter tido alta, voltou ao hospital para fazer uma visita ao pai do R. O 3º rapaz companheiro de quarto era um miúdo angolano de 16 anos chamado Silvestre que desde pequeno tinha infecções respiratórias e que queria ser arquitecto. Enquanto estava internado, pedia à mãe que com muitas dificuldades monetárias se deslocava ao hospital, para lhe levar os livros para que pudesse ir estudando. O 4º - Sr. Fernando - de 80 e muitos anos, estava internado porque lhe descobriram que tinha um pulmão muito pequeno e tinha desenvolvido uma infecção respiratória grave. A mulher ia lá vê-lo todos os dias e levava-lhe um iogurte de colher fresco que era praticamente o que ele comia o dia todo. A mulher tinha prai 1,50 metros e era gordinha. Passava a visita inteira a falar da família que tinha morrido, explicando ao mínimo pormenor a doença, o sofrimento, e o ultimo suspiro. Depois, veio o Sr. António. O Sr António, tinha a filha e a neta todos os dias à tarde ao pé dele. O cérebro dele começou a falhar, e já não reagia. A filha (de 50 e muitos anos) cada vez que me via, aproximava-se com uma necessidade intensa e desesperada de puder falar comigo. Ontem, depois de na ultima semana o pai se ter degradado de forma drástica, eu saí do quarto e ela veio atrás de mim. Quis falar da angustia que sentia em perder o pai, das ultimas palavras que o pai disse antes do cérebro se apagar mas o coração continuar a bater, quis ligar-se a mim. Hoje de manhã tive a triste noticia de que morreu. É triste, mas sabem que mais? Cruzam-se pessoas incríveis nas nossas vidas, quer seja pela sua simplicidade ou pelas pequenas grandes lições de vida que nos dão e cada vez mais penso que A Vida, a Morte, a Partilha e a Esperança, são os principais pilares da nossa essência...
sexta-feira, 8 de abril de 2011
O que Não Gosto
Já escrevi um post sobre o que eu GOSTO. Hoje é sobre as coisas que eu NÃO GOSTO...
Odeio sentir-me injustiçada e não conseguir encontrar as palavras certas para me defender, para fazer valer o meu ponto de vista; Não gosto que, quando acordo bem disposta comecem a embirrar comigo porque é uma coisa tão rara (acordar bem disposta) que me parece uma tremenda injustiça ser chateada; Odeio que me façam de criada; Passo-me quando me acordam de forma bruta (falar alto, falar ao telemóvel, etc); Fico Fora de Mim quando me excluem de propósito duma conversa, ... Afinal os "Não Gosto" não são assim tantos... Pensava que eram mais... Pena.. Este post poderia ter sido muito mais interessante.
Hoje fiz as primeiras entrevistas - correram bem! Fazem parte do "Gosto".
Odeio sentir-me injustiçada e não conseguir encontrar as palavras certas para me defender, para fazer valer o meu ponto de vista; Não gosto que, quando acordo bem disposta comecem a embirrar comigo porque é uma coisa tão rara (acordar bem disposta) que me parece uma tremenda injustiça ser chateada; Odeio que me façam de criada; Passo-me quando me acordam de forma bruta (falar alto, falar ao telemóvel, etc); Fico Fora de Mim quando me excluem de propósito duma conversa, ... Afinal os "Não Gosto" não são assim tantos... Pensava que eram mais... Pena.. Este post poderia ter sido muito mais interessante.
Hoje fiz as primeiras entrevistas - correram bem! Fazem parte do "Gosto".
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Vingança
Hoje em casa da minha mãe li num marcador de livros que "a vingança é poderosa." Depois pusemos-nos a falar e ainda nos fartamos de rir quando eu cheguei à conclusão que a minha maior vingança tinha sido fazer uma limonada sem açúcar ao R. (Isto é verdade). Tínhamos-nos chateado e passado pouco tempo ele pediu que lhe fizesse uma limonada e eu com um sorrisinho na cara espremi um limão inteiro para dentro do copo e não pus açúcar. Quando ele começa a beber à fuçanga, deu-me um certo gozo ver a cara dele.
Conclusão: cuidado com as minhas vinganças. É que elas são perigosas...
Conclusão: cuidado com as minhas vinganças. É que elas são perigosas...
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Vulnerabilidade
Há já uns dias que tenho andado a pensar no que é estar vulnerável e de quem se aproveita doutros nesse mesmo estado. O que é que leva uma pessoa, que vê a outra num estado frágil e desprotegido quase como se estivesse nua dobrada sobre si mesma, a tirar vantagem da vulnerabilidade de outra para conseguir o que quer? Chego à conclusão que o amor protege, que ao ver o outro frágil quase que fico como uma mãe leoa a cercar aquele que, em determinado momento está fraco, até que ele se levante e continue a caminhada. Em muitas ocasiões da minha vida, senti que quando mostrava sentimentos de vulnerabilidade, como que frexas dum forte bem fechado, por uma razão ou outra, alguém tomava vantagem da minha demonstração de afecto e fragilidade. Isto, como acontece com muitas outras pessoas, muitas vezes levou a uma protecção de sentimentos e fechamento sobre mim mesma. Mas esta não pode ser a solução.
Hoje, demonstro os meus sentimentos sejam eles frágeis ou não, mas apenas não deixo que tomem partido da minha vulnerabilidade, e aqui tiro grandes conclusões pois consigo distinguir quem ama de quem diz ama mas não o faz.
Tenho Dito!
Hoje, demonstro os meus sentimentos sejam eles frágeis ou não, mas apenas não deixo que tomem partido da minha vulnerabilidade, e aqui tiro grandes conclusões pois consigo distinguir quem ama de quem diz ama mas não o faz.
Tenho Dito!
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