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segunda-feira, 10 de junho de 2013

Oh Yes We Are

Ando eu a escrever posts em como pôr uma aranha na rua sem a matar... Era isso até ontem à noite. Anteontem o R. entrou no quarto e disse "Tira aquela aranha grande ali do canto!" (Eu sou a que lida com os bichos cá em casa, apesar de não gostar) e eu armada em ambientalista (e esperta) "Deixa-a ´tar... ela não te faz mal pois não? (com ligeiro sorrizinho do tipo "medricas...!"). Ora bem... hoje eram prai 5 da manhã, tou eu deitada de lado quando começo a sentir uma coisa a andar-me nas costas. Apercebi-me do que era e resolvi virei-me de costas (não me ia levantar histérica para não acordar o R.). Resultado- quando olho para o lençol era uma mancha preta bem grande. Só encontrei uma pata (?!?). Como só encontrei uma pata fui à casa de banho roçar as costas na minha toalha atrás da porta (tipo cão mesmo). Nem vestigios de mais patas. Hoje de manhã dava gosto ver-me a aspirar teias de aranha e aranhas por esta casa fora, sem misericórdia. Como é que elas entram é que eu gostava de saber... 

P.s- a toalha onde rocei as costas foi para lavar. 

Beijinhos 

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Novas Rotinas

Nestes últimos 4 meses em que íamos todos os dias para o hospital ver o pai do R., criou-se uma rotina. Nos primeiros tempos, ia todos os dias à hora do almoço ter com o R. ao escritório em Carnaxide, levava o almoço de casa e almoçávamos pelo caminho. Depois quando mudou de serviço, só podíamos ir à tarde e por isso, comecei a ir ter com o R. de comboio a Caxias onde seguíamos para o hospital. Os arrumadores de carros daquela rua já os conhecíamos a todos: o "Camões" que usa uns óculos escuros só com uma lente e que mal nos via começava a correr, uma senhora que sempre que lhe dava uma moeda, me fazia uma vénia, etc. Entrávamos no hospital e íamos buscar as senhas para pudermos subir - as senhoras já nos conheciam bem (devem estar a achar estranho, ainda não termos aparecido desde 5ª). Subíamos e já todos os auxiliares e enfermeiros nos conheciam. A caminho do quarto, nunca sabíamos como íamos encontrar o tio. Tinha dias em que estava óptimo (como foi o caso da ultima vez que estivemos com ele) e outros dias em que estava com mais falta de ar. Independentemente do estado em que estava, gostava muito de nos ter por ali, de nos sentir por perto, mesmo que fosse em silêncio. Muitas vezes ficámos de lágrimas nos olhos por não sabermos o que esperar e mais vezes ainda sorrimos uns para os outros num gesto de compaixão. ás 3 da manhã de 5ª feira, tudo mudou. Hoje sai do trabalho e não apanhei o mesmo comboio de todos os dias... Vim para casa e parece que o dia nunca mais acaba...

terça-feira, 26 de abril de 2011

Sobre a Sorte e o Azar

Já há 5 dias que aqui não escrevia, talvez por achar que não havia assim nada de tão interessante ou engraçado para contar.
Ás vezes parece que o mundo está contra nós, parece que tudo corre mal e a frustração sentida é muita pois achamos que não merecemos. É o azar... pois todos os actos em questão não resultam dos nossos maus comportamentos mas sim de acontecimentos isolados, espontâneos... destino. É nestas alturas em que sentimos que somos totalmente impotentes no controlo do que nos acontece, que nos vamos abaixo, ficamos sem forças e choramos. Aqui, chorar tem um efeito relaxante e terapêutico, é o pôr para fora e assumirmos que sofremos. É o reconhecer que os outros nos fazem falta, é cair amparado.... No final, o que é preciso é ver a sorte que temos nos nossos problemas serem tão pequeninos.

domingo, 3 de abril de 2011

Dia D

Amanhã é o meu primeiro dia de trabalho! Estou com nervoso miudinho...

sábado, 26 de março de 2011

Inesperado

    Depois de ter escrito o post de ontem, sai de casa para ir buscar a minha mãe a casa (ainda está sem carro...) quando me ligam duma empresa de recursos humanos. Tinha respondido a um anuncio para estágio em recursos humanos e tinha ido à empresa preencher uma ficha de inscrição. Então o telefonema era para ir à dita empresa na 2ª que vem e levar os meus documentos para o contrato. Com tanta oferta de emprego já não sei o que hei de fazer (Nunca me imaginei a dizer isto...!).
    Ontem num programa à noite na RTP, o médico Nuno Lobo Antunes estava  a ser entrevistado. E realmente há pessoas que nos emocionam e nos comovem com a sua sensibilidade e simplicidade nos afectos que são tão complexos. Diz que o pai dele antes de morrer lhes desejou (aos filhos) que conseguissem ver o amor nas coisas belas e ele diz que espera que as filhas um dia vejam apenas o amor, também nas coisas belas.
    Quem me conhece de perto sabe que eu sou uma pessoa emotiva. Eu preciso do calor, do toque físico e da demonstração real de afecto. Gosto de me chegar perto, encostar e me deixar ficar. Gosto de festinhas no momento em que preciso que me digam que vai ficar tudo bem (ainda que não seja totalmente verdade). 
Gosto de me emocionar quando vejo um grupo que luta pelos seus ideais sejam eles uma família, uma claque de futebol ou uma manifestação na avenida da liberdade. Gosto de ser surpreendida com um beijinho inesperado. Choramingo quando vejo uma cena bonita num filme. Fico com um nó na garganta quando não consigo dizer o que me vai na alma. Fico com o coração apertado quando penso no meu avô. Emociono-me ao ver famílias unidas, onde o amor se vê a olho nu. Emociono-me com tantas coisas...

No fundo gosto de amar e ser amada. E Tenho Tanta Sorte. 




segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Dever Cumprido

Pois é hoje já fui para a ginástica. Sentimento de dever cumprido. Oh pra mim daquia uns meses a conseguir tocar nos pés... Por agora só vou até aos tornozelos.